Uma recente pesquisa eleitoral revela o panorama da disputa pelo governo da Paraíba, apontando uma liderança consolidada de Lucas Ribeiro (PP). Com 49% das intenções de voto no cenário estimulado, Ribeiro mostra uma ascensão significativa em relação ao levantamento anterior. Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB) aparecem na sequência, com 16% e 15%, respectivamente, ambos registrando leve queda. Os dados, coletados entre 18 e 21 de setembro de 2026, com uma amostra de 804 eleitores e margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, evidenciam não apenas a configuração atual da corrida eleitoral, mas também o aumento da certeza do eleitorado paraibano sobre sua escolha.
Cenário eleitoral em ascensão para Lucas Ribeiro
Pesquisa estimulada detalha preferências
No detalhamento da pesquisa estimulada, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Lucas Ribeiro (PP) registra impressionantes 49% das intenções de voto. Este percentual representa um salto de 11 pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior, realizado em 25 de agosto, quando Ribeiro marcava 38%. A segunda posição é ocupada por Efraim Filho (PL), que obteve 16%, uma leve queda em relação aos 18% anteriores. Cícero Lucena (MDB) aparece em terceiro, com 15%, também em declínio frente aos 19% registrados anteriormente.
Outros candidatos como Pedro Coutinho (DC) aparecem com 1%, enquanto Camilo Duarte (PCO) e Yuri Ezequiel (UP) registram 0% das intenções de voto. Os votos brancos, nulos ou a intenção de não votar somam 7%, uma redução dos 10% observados antes. O número de eleitores indecisos permanece estável em 12%. Um dado relevante é a crescente convicção do eleitorado: 74% dos entrevistados afirmam que sua escolha pelo candidato é definitiva, um aumento em relação aos 69% da pesquisa anterior. Apenas 25% declaram que ainda podem mudar o voto até o pleito de 4 de outubro, percentual que era de 30% anteriormente.
Voto espontâneo reforça liderança
A pesquisa espontânea, modalidade em que os eleitores mencionam o nome do candidato de sua preferência sem que uma lista seja apresentada, também corrobora a força de Lucas Ribeiro. Neste cenário, o candidato do PP alcança 37% das menções, um avanço significativo comparado aos 26% do levantamento anterior. Efraim Filho (PL) registra 10%, mostrando um crescimento ante os 7% passados, e Cícero Lucena (MDB) mantém seus 7%.
Outros nomes citados somam 1%, enquanto brancos, nulos ou aqueles que não pretendem votar representam 3%. O mais notável na pesquisa espontânea é a queda drástica no número de eleitores indecisos, que passou de 57% para 42%. Essa redução pode indicar uma maior clareza do eleitorado sobre suas opções, mesmo sem o auxílio de uma lista pré-definida de nomes. A consolidação da liderança de Ribeiro neste formato sublinha a sua visibilidade e reconhecimento entre os eleitores paraibanos.
Simulações de segundo turno e rejeição de candidatos
Projeções de segundo turno consolidam vantagem
A pesquisa apresenta três simulações de segundo turno, todas indicando uma vantagem substancial para Lucas Ribeiro. No primeiro cenário, confrontando Lucas Ribeiro (PP) com Cícero Lucena (MDB), Ribeiro alcança 54% das intenções de voto, superando os 48% anteriores. Lucena, por sua vez, registra 25%, uma queda de 4 pontos percentuais. Brancos/nulos/nenhum somam 12%, e os indecisos permanecem em 9%.
A segunda simulação projeta um embate entre Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL). Aqui, Ribeiro amplia sua vantagem, atingindo 56% (eram 47% na pesquisa anterior), enquanto Efraim Filho cai para 24% (anteriormente 33%). Os votos brancos/nulos/nenhum se mantêm em 11%, e indecisos em 9%. Finalmente, no terceiro cenário, que exclui Lucas Ribeiro e coloca Cícero Lucena (MDB) contra Efraim Filho (PL), Lucena lidera com 37% (estável em relação aos 39% anteriores), e Efraim Filho aparece com 32% (mantendo os 32% anteriores). Nesse cenário, os votos brancos/nulos/nenhum aumentam para 20%, e os indecisos somam 11%. Essas simulações reforçam a posição de Lucas Ribeiro como o principal candidato para o pleito, mostrando sua capacidade de atrair votos em diferentes contextos de segundo turno.
Rejeição e conhecimento dos candidatos
O levantamento também investigou o índice de rejeição dos candidatos, perguntando aos eleitores se eles conheciam o candidato e votariam, não conheciam, ou conheciam e não votariam. Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL) são os candidatos com os maiores índices de rejeição. Lucena registra 48% de eleitores que o conhecem e não votariam nele, um aumento em relação aos 46% anteriores. Seu índice de “conhece e votaria” é de 36%, com 16% que não o conhecem.
Efraim Filho apresenta um índice de rejeição muito próximo, com 47% dos eleitores que o conhecem e não votariam, também em leve alta. Ele tem 33% de eleitores que o conhecem e votariam, e 20% que não o conhecem. Em contraste, Lucas Ribeiro (PP) possui um índice de rejeição significativamente menor, de 21%, ligeiramente abaixo dos 22% anteriores. Sua taxa de “conhece e votaria” é a mais alta entre os principais candidatos, com 56%, indicando uma forte aprovação e lealdade de seu eleitorado. Além disso, 23% dos eleitores ainda não o conhecem, o que sugere um potencial de crescimento. Os demais candidatos, Pedro Coutinho, Camilo Duarte e Yuri Ezequiel, possuem altos índices de desconhecimento, com rejeição variando entre 6% e 23%.
Preocupações dos paraibanos e avaliação governamental
Problemas estaduais prioritários para o eleitorado
A pesquisa também buscou entender as principais preocupações dos eleitores da Paraíba. A Violência desponta como o problema mais citado, com 33% das menções, registrando um aumento expressivo em relação aos 23% da pesquisa anterior. Em segundo lugar, a Saúde é mencionada por 29% dos entrevistados, embora tenha havido uma leve queda comparada aos 31% anteriores.
Outros 23% citaram problemas diversos, e o Desemprego foi apontado por 6% dos eleitores, um leve aumento. Apenas 2% afirmaram não ver nenhum problema ou não ter opinião, e 8% não souberam ou não responderam. A ascensão da Violência como principal preocupação indica uma mudança no foco das demandas sociais e pode influenciar o debate eleitoral, exigindo dos candidatos propostas concretas para o tema. A estabilidade da Saúde como uma questão central reforça a necessidade contínua de atenção a esse setor.
Avaliação do governo atual e a sucessão de João Azevêdo
A avaliação do governo de Lucas Ribeiro, provavelmente referindo-se à atual administração estadual com a qual Lucas Ribeiro tem alguma ligação ou que ele representa como candidato (dada a menção do nome dele, que é o líder da pesquisa), apresenta resultados favoráveis. A aprovação do governo atual é de 64%, um aumento de 3 pontos percentuais em relação aos 61% anteriores. A desaprovação fica em 16%, uma leve queda, e 20% não souberam ou não responderam.
Na avaliação do governo, 54% o consideram positivo, um salto notável em comparação aos 47% registrados antes. A avaliação “regular” é de 28%, e apenas 7% o classificam como negativo, uma redução significativa dos 13% anteriores. Essa melhora na percepção da gestão pode ser um fator crucial na corrida eleitoral. Além disso, a pesquisa perguntou se o governador João Azevêdo merecia eleger um sucessor. Uma ampla maioria de 70% respondeu “sim”, superando os 65% anteriores, enquanto 20% disseram “não”. Este dado é particularmente relevante, pois um alto índice de apoio à eleição de um sucessor pode beneficiar o candidato que esteja mais alinhado com a atual gestão.
Impacto e perspectivas da corrida eleitoral
Os dados revelam uma clara consolidação da liderança de Lucas Ribeiro na disputa pelo governo da Paraíba, com sua vantagem se ampliando tanto no cenário estimulado quanto no espontâneo. O aumento da certeza do eleitorado sobre suas escolhas e a melhora na avaliação da administração atual, bem como o desejo de que o governador João Azevêdo eleja um sucessor, criam um ambiente favorável ao candidato do PP. Efraim Filho e Cícero Lucena, embora figurem nas posições seguintes, enfrentam o desafio de reverter tendências de queda e lidar com índices de rejeição mais elevados. As preocupações dos eleitores, com a violência e a saúde em destaque, deverão moldar as agendas e as propostas dos candidatos nas semanas finais da campanha, à medida que buscam convencer os ainda indecisos.
Acompanhe as próximas atualizações da corrida eleitoral na Paraíba para entender como esses números se consolidarão até 4 de outubro.
Fonte: https://g1.globo.com