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Ator de 11 anos, protagonista de filme premiado na Alemanha, celebra trabalho com Lázaro Ramos

G1

O jovem ator baiano Yuri Gomes, de apenas 11 anos, alcançou reconhecimento internacional ao estrelar o filme “Feito Pipa” (2026), dirigido por Allan Deberton. Sua interpretação do personagem Gugu cativou o júri e o público no prestigiado 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim, na Alemanha, onde a obra conquistou o “Urso de Cristal” e o “Grande Prêmio do Júri”. Morador do bairro de Fazenda Grande, em Salvador, Yuri Gomes viveu uma experiência transformadora no set, especialmente ao contracenar com o renomado Lázaro Ramos, que interpreta seu pai na trama. O sucesso do filme e o desempenho de Yuri não apenas destacam seu talento promissor, mas também colocam em evidência a potência do cinema brasileiro no cenário mundial, abordando temas relevantes e universais.

A ascensão internacional de Yuri Gomes

O Festival Internacional de Cinema de Berlim, um dos mais importantes eventos cinematográficos do mundo, foi o palco para a consagração de “Feito Pipa” e de seu jovem protagonista. Concorrendo na mostra competitiva “Generation”, dedicada a produções infantojuvenis, o filme não só arrebatou o cobiçado “Urso de Cristal”, mas também o “Grande Prêmio do Júri”, evidenciando a força de sua narrativa e a qualidade de sua produção. Para Yuri Gomes, essa foi uma estreia de carreira de proporções globais, um feito que muitos artistas levam décadas para alcançar. A obra, que aborda temas de memória, pertencimento e questões ligadas à comunidade LGBTQIAPN+, também foi indicada ao Teddy Awards, uma das principais premiações com foco nesta temática, solidificando seu impacto cultural e social.

Reconhecimento e impacto de “Feito Pipa”

“Feito Pipa” narra a história de Gugu, um menino sonhador e apaixonado por futebol que vive sob os cuidados afetuosos de sua avó, Dilma, interpretada por Teca Pereira. Eles residem próximos à barragem de Araújo Lima, que começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, desenterrando lembranças dolorosas para a família. Paralelamente, Gugu lida com a progressão do Alzheimer de sua avó e uma relação conflituosa com o pai, Batista, interpretado por Lázaro Ramos, cujas ausências e expectativas não atendidas geram mágoa no coração do garoto. O filme, com roteiro de André Araújo, foi ambientado e filmado em Quixadá e outras cidades do interior do Ceará, explorando paisagens que enriquecem a profundidade da trama. A vitória em Berlim não apenas celebra a qualidade artística da produção, mas também reforça a capacidade do cinema brasileiro de dialogar com públicos diversos, quebrando barreiras culturais e linguísticas.

A jornada de um jovem talento baiano

A emoção de Yuri Gomes ao descobrir que trabalharia com Lázaro Ramos era palpável. “Eu conheci Lázaro pelo ‘O Pai Ó’, o filme que ele fez. Quando soube que ele ia ser meu pai, eu pulei de alegria!”, revelou o jovem ator. Essa alegria e entusiasmo foram combustível para sua entrega ao papel, permitindo-lhe construir uma performance autêntica e comovente. Assim como Lázaro Ramos, que é um ícone do cinema e da televisão brasileira, Yuri deu seus primeiros passos na arte por meio de um projeto social no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, sua cidade natal. O Projeto Axé foi o berço onde a equipe de elenco do filme divulgou a chamada para atores, e com o apoio de sua tia, Valdijane Santana, Yuri conseguiu se inscrever para a seleção em 2024. Sua escolha, entre 700 crianças, é um testemunho de seu talento natural e dedicação.

Identificação com o personagem e a experiência cinematográfica

A conexão de Yuri com Gugu foi profunda e pessoal. “O personagem do Gugu é uma pessoa que eu me identifiquei muito. Ele vive algumas coisas que eu vivo. A própria história do filme é a história da minha vida real”, compartilhou Yuri. As semelhanças, como a criação pela avó no filme e pela tia na vida real, e as diferenças, como a paixão de Gugu por futebol que Yuri não compartilha, trouxeram uma camada de autenticidade à sua interpretação. Essa identificação permitiu que o jovem ator explorasse as nuances emocionais de Gugu, desde a lida com a doença da avó até os conflitos paternos e a descoberta de sua própria identidade. A experiência em Berlim, com uma plateia cheia de crianças na mostra “Generation”, foi igualmente marcante. Yuri teve a oportunidade de interagir diretamente com as crianças alemãs, participar de uma sessão de autógrafos e compartilhar suas vivências no set, em uma exibição livre para todas as idades. No seu bairro em Salvador, o nome “Gugu” já virou seu apelido, e o reconhecimento nas ruas é uma nova realidade para o jovem, que celebra cada parabenização e pedido de foto como uma confirmação de seu caminho.

Temáticas e o futuro do cinema brasileiro

“Feito Pipa” não é apenas a história de um menino; é um retrato multifacetado que explora questões sensíveis e universais. A trama, que aborda a perda da memória através do Alzheimer, a busca por pertencimento em meio a mudanças na paisagem e a complexidade das relações familiares, também se destaca por sua representatividade ao tocar em temas LGBTQIAPN+. A indicação ao Teddy Awards sublinha a coragem e a importância do filme em dar visibilidade a narrativas diversas, contribuindo para um cinema mais inclusivo e reflexivo. A participação de um elenco talentoso, que inclui Lázaro Ramos, Teca Pereira, Carlos Francisco e Georgina Castro, enriquece ainda mais a profundidade da produção.

Uma nova voz para o cinema

O diretor Allan Deberton expressou grande entusiasmo com o sucesso do filme, ressaltando o momento vibrante para o cinema nacional. “É um momento maravilhoso para o cinema brasileiro. Ver nossas histórias alcançando o mundo e sendo celebradas internacionalmente mostra a potência criativa do nosso país. O cinema que estamos fazendo hoje toca profundamente as pessoas. Ele emociona, conecta e cria identificação, independentemente da língua ou da cultura. É lindo presenciar isso de perto”, afirmou o diretor. Essa visão otimista reflete a qualidade e a relevância das produções brasileiras que têm ganhado destaque em festivais e mercados internacionais. Para Yuri Gomes, este primeiro trabalho no cinema é a confirmação de um sonho. “É muito gratificante saber que eu fiz o filme pela primeira vez e ganhei esse prêmio. Quando eu crescer, quero ser ator e dançarino”, enfatiza. A estreia de “Feito Pipa” nos cinemas brasileiros está prevista para o segundo semestre de 2026, prometendo levar essa emocionante história e o talento de Yuri Gomes para o grande público nacional.

A consolidação de um novo talento

A jornada de Yuri Gomes, de um projeto social no Pelourinho a um festival internacional de cinema, é um testemunho inspirador do poder da arte e da persistência. “Feito Pipa” não é apenas um filme premiado; é um marco na vida de um jovem ator que, com apenas 11 anos, já demonstra a capacidade de emocionar e conectar-se com o público global. Sua história, intrinsecamente ligada à de seu personagem Gugu, ressalta a importância de projetos que abrem portas e a vitalidade do cinema brasileiro em contar histórias autênticas e impactantes. O reconhecimento em Berlim para Yuri e para a produção é um prenúncio de um futuro brilhante para ambos no cenário artístico.

Não perca a chance de conferir “Feito Pipa” quando estrear nos cinemas brasileiros em 2026 e apoie as novas vozes do cinema nacional.

Fonte: https://g1.globo.com

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