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Trump: mais ataques ao Irã em Grande escala estão a caminho

G1

O conflito com o Irã intensifica-se, com o ex-presidente Donald Trump anunciando uma escalada militar substancial. Em declaração nesta segunda-feira (2), Trump afirmou que uma “grande onda de ataques” ao Irã, superando as ações já realizadas no sábado (28), ainda está por vir. Essa declaração ocorre enquanto autoridades norte-americanas buscam justificar os amplos ataques ao Irã, que já resultaram em centenas de mortes e profundas perdas para a liderança iraniana. O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pela primeira vez, delineou explicitamente os objetivos estratégicos da operação: desmantelar os programas nuclear e de mísseis do Irã, bem como sua capacidade naval. A intervenção americana, descrita como “não eterna”, visa neutralizar o que Washington considera uma ameaça crescente à segurança global.

Os objetivos estratégicos dos Estados Unidos no conflito com o Irã

Esclarecimento da missão e a negação de armas nucleares

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, trouxe clareza sem precedentes sobre a missão militar americana no conflito com o Irã. Em um pronunciamento firme, Hegseth declarou que a operação tem um escopo definido e não será uma “guerra sem fim”, como frequentemente criticado por algumas organizações de mídia e setores da oposição política. Os objetivos primários são claros e decisivos: destruir os programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã, além de desmantelar sua Marinha. “Isto não é o Iraque. Não é interminável”, enfatizou Hegseth, garantindo que “o Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação”.

Esta foi a primeira vez que uma autoridade de alto escalão dos EUA articulou de maneira tão explícita as metas da campanha. Anteriormente, as justificativas para o envolvimento se baseavam em declarações mais genéricas e frequentemente contestadas, como a “defesa do povo americano” ou a alegação de que Teerã possuía mísseis capazes de alcançar o território dos EUA. Embora Hegseth não tenha descartado nenhuma opção tática, ele assegurou que não haverá envio de tropas terrestres para o Irã. A duração do conflito, segundo ele, será uma decisão exclusiva do presidente Donald Trump, embora o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, tenha alertado que levará tempo para que os objetivos sejam plenamente alcançados.

A acusação de chantagem nuclear e a mudança de regime

Em sua explanação, o secretário Pete Hegseth acusou o Irã de perseguir uma estratégia de “chantagem nuclear” contra a comunidade internacional. Ele afirmou que “os EUA não iniciaram essa guerra, porém Trump vai a encerrar”, e que as “persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis”. Segundo Hegseth, o Irã estava construindo um “escudo convencional” com mísseis e drones para proteger suas ambições de chantagem nuclear, colocando “nossas bases, nosso povo, nossos aliados — todos na mira”.

Hegseth defendeu que o regime iraniano “teve todas as chances” de negociar um acordo nuclear com os Estados Unidos. Ao contrário de uma “mudança de regime”, que seria considerada ilegal pela Constituição dos EUA, Hegseth fez uma declaração impactante ao sugerir que “o regime já mudou e o mundo está melhor por conta disso”, uma referência direta ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante os ataques iniciais. Essa fala sinaliza uma possível alteração na dinâmica de poder interna do Irã como um resultado indireto, ou talvez intencional, da ofensiva militar.

A operação “Fúria Épica” e a tática de ataque massivo

Detalhes do assalto coordenado e uso de mísseis Tomahawk

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, detalhou a execução da ofensiva, batizada de “Operação Fúria Épica”, contra o Irã. Caine descreveu o ataque como pautado em “velocidade, surpresa e violência”, utilizando mísseis Tomahawk de alta precisão e poder destrutivo. A estratégia foi concebida para deixar o regime iraniano “sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente”.

A operação envolveu uma coordenação multi-domínio, com as Forças Armadas dos EUA atacando de forma sincronizada por ar, mar, terra e no ciberespaço. O objetivo era “interromper, desmantelar, negar e destruir as habilidades do Irã de manter operações de combate contínuas”. Caine revelou que a “Fúria Épica” representou o clímax de “meses e até anos de planejamento e refinamento contra esses alvos”, indicando uma preparação meticulosa e de longo prazo. Os objetivos gerais incluíam proteger os EUA e impedir que o Irã tivesse capacidade de projetar seu poder militar na região.

Linha do tempo e o impacto inicial sobre as capacidades iranianas

O general Caine forneceu uma cronologia precisa dos eventos que levaram e compuseram a Operação Fúria Épica, detalhando a rapidez da resposta americana após a autorização presidencial:

Sexta-feira (27), 13h38 (horário de Brasília): O Exército dos EUA recebeu a autorização formal do presidente Trump por meio de um comunicado conciso: “Operação Fúria Épica aprovada. Força total. Boa sorte”. Imediatamente, todos os componentes das Forças Armadas iniciaram os preparativos finais e se posicionaram. Divisões cibernéticas e especiais realizaram um ataque inicial “não cinético”, projetado para “interromper e derrubar as capacidades do Irã de reagir”.
Sexta-feira (27), 23h15 (horário de Brasília): A fase “cinética” da Operação Fúria Épica foi lançada. Mais de 100 aeronaves — incluindo jatos, bombardeiros e aviões de rastreamento — foram lançadas por terra e mar, iniciando uma campanha de ataques aéreos. Simultaneamente, navios de guerra dispararam mísseis Tomahawk contra o território e embarcações iranianas.

“Foi um ataque em grande escala por meio de múltiplos domínios e atingiu mais de mil alvos nas primeiras 24 horas”, afirmou Caine. Na fase inicial, o foco principal dos EUA foi bombardear sistematicamente a infraestrutura do centro de comando do Irã, suas forças navais, instalações de mísseis balísticos e infraestrutura de inteligência. Embora o general Caine tenha alertado que “o trabalho ainda está apenas começando” e que mais baixas entre soldados americanos são esperadas, ele garantiu que todos os militares dos EUA permanecerão em alerta máximo em bases no Oriente Médio e em todo o mundo.

O contexto da escalada e as baixas em ambos os lados

A recente série de ataques representa uma escalada significativa no conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, culminando em uma guerra deflagrada na manhã de sábado (28). As primeiras horas dos bombardeios resultaram em explosões em Teerã, a capital iraniana, e em diversas outras cidades. O impacto foi devastador, com a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outros membros de alto escalão da cúpula militar e governamental iraniana. A organização humanitária Crescente Vermelho do Irã atualizou o balanço de mortos nesta segunda-feira (2) para 555 pessoas desde o início dos ataques.

Em resposta a essa ofensiva, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio. Essa troca de ataques tem sido contínua, com bombardeios diários afetando tanto Israel quanto o Irã, e com repercussões visíveis em outros países da região. Os Estados Unidos também registraram baixas; no domingo, foi confirmado que três militares americanos foram mortos desde o início do conflito. Em um tom de advertência, o presidente Donald Trump prometeu “vingar” essas mortes. “Infelizmente, haverá mais antes que acabe”, afirmou Trump, que prometeu desferir o “golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”. O conflito, que também teve bastidores de ações israelenses contra a produção de armas atômicas no Irã, parece estar longe de um desfecho, indicando um período prolongado de tensão e violência na região.

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Fonte: https://g1.globo.com

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