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Corinthians vence Vasco e celebra tetracampeonato da Copa do Brasil

© Reuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados

O Corinthians conquistou seu tetracampeonato da Copa do Brasil neste domingo, 21 de dezembro de 2025, ao superar o Vasco da Gama por 2 a 1 em uma emocionante final disputada no Estádio do Maracanã. A vitória decisiva sacramentou a campanha vitoriosa do Timão, que já havia empatado o primeiro confronto por 0 a 0 na Neo Química Arena, em Itaquera, na última quarta-feira, 17 de dezembro. Este feito representa a quarta vez que o Corinthians levanta a taça da Copa do Brasil, adicionando o título de 2025 aos já conquistados em 1995, 2002 e 2009. Com a consagração, o clube paulista assegura sua presença na edição de 2026 da prestigiada Copa Libertadores, consolidando uma temporada de sucesso e garantindo um lugar entre os grandes do continente.

A caminhada do tetracampeonato

Histórico de títulos e a garantia na Libertadores
A conquista da Copa do Brasil de 2025 marca um capítulo glorioso na rica história do Sport Club Corinthians Paulista. Este troféu representa o quarto em sua galeria da competição, consolidando o Timão como uma força inquestionável no cenário do futebol nacional. Antes de erguer a taça no Maracanã em 2025, o clube alvinegro já havia se consagrado campeão em outras três ocasiões memoráveis. A primeira vez foi em 1995, um marco que abriu caminho para futuras glórias. Em 2002, o Corinthians repetiu o feito, demonstrando sua hegemonia no torneio. A terceira conquista veio em 2009, um ano que também marcou o retorno de ídolos e a reafirmação da equipe.

A vitória sobre o Vasco da Gama, além de coroar a equipe com o título de tetracampeão, traz consigo uma recompensa de imenso valor: a garantia de uma vaga direta na edição de 2026 da Copa Libertadores da América. A participação no principal torneio do continente é sempre um objetivo primordial para o Corinthians, representando não apenas prestígio esportivo, mas também um fortalecimento financeiro e a oportunidade de buscar a glória continental. A classificação antecipada permite à diretoria e comissão técnica planejar a próxima temporada com maior antecedência e foco, buscando reforços e aprimorando a equipe para os desafios internacionais, com a ambição de erguer o troféu mais cobiçado da América do Sul.

O duelo tático no Maracanã

Primeiro tempo: Estratégias e gols iniciais
O segundo e decisivo confronto da final da Copa do Brasil, realizado no mítico Estádio do Maracanã, iniciou com um embate tático claro entre as duas equipes. O Vasco da Gama, sob o comando do técnico Fernando Diniz, adotou uma postura proativa, buscando se impor desde os primeiros minutos por meio de sua característica troca de passes e jogadas de associação. O objetivo era envolver a defesa corintiana e criar oportunidades a partir da posse de bola no campo adversário, ditando o ritmo do jogo.

Em contrapartida, o Corinthians, comandado por uma estratégia mais conservadora e pragmática, armou-se com um quarteto de marcadores no meio-campo. A equipe do Parque São Jorge priorizava a solidez defensiva, esperando pacientemente por chances de contra-ataque rápido e letal, explorando os espaços deixados pelo adversário. E foi exatamente através dessa tática que o Timão abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo. O lateral Matheuzinho, com uma visão de jogo apurada e precisão, lançou a bola em profundidade para Yuri Alberto. O atacante, aproveitando-se da liberdade concedida pela defesa vascaína, dominou com maestria e, com frieza digna de artilheiro, finalizou na saída do goleiro Léo Jardim, que nada pôde fazer para evitar o gol. O tento inaugural acendeu a torcida corintiana e obrigou o Vasco a intensificar sua busca pelo empate, alterando os planos iniciais.

A vantagem no placar poderia ter sido ampliada sete minutos depois. Yuri Alberto, em mais uma jogada de perigo, recebeu a bola após um voleio do volante Martinez e teve uma oportunidade claríssima de marcar seu segundo gol, mas a finalização acabou saindo com muito perigo para fora, desperdiçando a chance de dar uma folga maior ao Corinthians. A partida manteve-se equilibrada, com o Vasco tentando reagir e pressionar a defesa adversária. Aos 30 minutos, o Cruzmaltino deu um sinal de sua força. Philippe Coutinho cobrou um escanteio com precisão milimétrica, e o zagueiro Thiago Mendes cabeceou firme, forçando uma grande defesa do goleiro Hugo Souza, que se esticou para evitar o gol. Esse lance animou o time carioca, que quase chegou ao empate aos 35 minutos em uma investida perigosa de Philippe Coutinho. A pressão vascaína culminou em gol aos 40 minutos. O colombiano Andres Gomez avançou pela direita com velocidade e cruzou na medida para o português Nuno Moreira. O atacante se elevou acima da marcação corintiana e desferiu uma cabeçada certeira, que balançou as redes e restabeleceu a igualdade no Maracanã antes do intervalo, levando as equipes para o vestiário com o placar de 1 a 1, prometendo um segundo tempo eletrizante.

Segundo tempo: Decisão e consagração alvinegra
O retorno para o segundo tempo trouxe um Vasco mais audacioso, com o técnico Fernando Diniz adiantando as linhas de seu time na tentativa de pressionar a saída de bola do Corinthians e criar mais volume ofensivo. Essa estratégia, embora tenha gerado dificuldades para a defesa adversária e mantido a posse de bola, expôs o Vasco a contra-ataques velozes e coordenados, característica do time corintiano na partida. O Corinthians, demonstrando maturidade e organização tática exemplar, soube furar a pressão vascaína e, em um novo contra-ataque cirúrgico, reassumiu a liderança no placar, explorando a recomposição lenta do adversário.

Aos 17 minutos da etapa final, uma jogada brilhante selou o segundo gol corintiano. Breno Bidon desvencilhou-se da marcação de Barros com um drible desconcertante, abrindo espaço e enfiando a bola para Matheuzinho. O lateral, que já havia participado do primeiro gol com uma assistência, tocou com inteligência para Yuri Alberto. Com grande liberdade na área, Yuri Alberto rolou para o holandês Memphis Depay, que, dentro da pequena área e com o gol aberto, não perdoou e empurrou para o fundo das redes, fazendo 2 a 1 para o Timão e incendiando o Maracanã.

Com a desvantagem novamente no marcador e o tempo correndo contra, Fernando Diniz não teve outra alternativa senão apostar todas as suas fichas na ofensiva. Ele promoveu uma série de substituições estratégicas, colocando em campo jogadores com características mais ofensivas, buscando o tudo ou nada: o artilheiro argentino Vegetti, o promissor garoto GB, o talentoso meia-atacante Matheus França e o veloz atacante David. A partir desse momento, o Vasco, em sua ânsia por empatar, acabou se desorganizando taticamente, deixando espaços no campo defensivo. No entanto, na base da vontade e do espírito de luta, o Cruzmaltino ainda conseguiu criar algum perigo nos minutos finais. Um dos lances mais dramáticos foi uma pancada desferida pelo atacante Rayan aos 47 minutos, que exigiu uma intervenção espetacular do goleiro Hugo Souza, salvando o Corinthians com uma grande defesa e garantindo a manutenção da vantagem. Já o Corinthians, com a vantagem no placar, exibiu grande competência para se fechar na defesa, recompondo-se com disciplina e neutralizando as investidas desesperadas do adversário. A equipe segurou o resultado até o apito final, que selou a vitória por 2 a 1 e garantiu o tão sonhado tetracampeonato da Copa do Brasil, para a festa incontrolável de sua torcida.

A celebração do tetra e o horizonte de 2026
A consagração do Corinthians como tetracampeão da Copa do Brasil de 2025 é mais do que a simples adição de um troféu à sua vasta coleção; é a reafirmação de sua resiliência, planejamento tático e a paixão avassaladora de sua torcida. A vitória sobre o Vasco da Gama, um adversário que lutou bravamente e mostrou qualidade, mas foi superado pela eficácia e maturidade corintiana, demonstra a capacidade do Timão de lidar com a pressão de uma final e de conquistar resultados expressivos em momentos decisivos.

A campanha vitoriosa na Copa do Brasil não apenas preenche uma lacuna no calendário de glórias recentes, mas também impulsiona o clube para os próximos desafios. Com a vaga garantida na Copa Libertadores de 2026, o Corinthians se prepara para representar o Brasil no cenário sul-americano, buscando replicar o sucesso continental e adicionar mais um título de grande envergadura à sua história. A festa nas arquibancadas do Maracanã, com seus cânticos e bandeiras, e as celebrações que certamente se estenderão por São Paulo e por todo o país são o testemunho do impacto desse título na imensa Fiel torcida. Para o Vasco, apesar da derrota, a campanha até a final da Copa do Brasil é um indicativo de progresso e potencial, mostrando que a equipe pode almejar voos mais altos nas próximas temporadas. No entanto, neste domingo, o palco foi do Corinthians, que escreveu mais uma página dourada em sua história, fortalecendo sua identidade e projetando um futuro promissor, repleto de expectativas para a próxima jornada na Libertadores e além.

Para acompanhar de perto os próximos passos do Corinthians na Libertadores de 2026 e outras notícias do futebol brasileiro, continue acompanhando nossa cobertura esportiva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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